Editora: Intrínseca
Tradução: Livia de Almeida
Páginas: 264
Quando li esse livro estava no momento Paixão —ainda estou, na verdade— por livros com anjos caídos e derivados. Estava lendo a série Fallen, quando a Lety me indicou este. Fiquei surpresa logo de cara com a capa que é totalmente chamativa, daquelas que faz você ter aquela vontade de comprar só pra ficar admirando.
A sinopse não foi muito animadora para mim, quando li pensei que seria somente mais uma história chata estilo filme crepúsculo. Não fui hipócrita e comecei a ler o livro, fiquei muito surpresa com o prólogo, principalmente pelo fato de eu adorar narrativas — algumas, é claro— em uma época diferente, e com diálogo arcaico. No primeiro capitulo a época da narrativa muda, ou seja, se passa nos dias de hoje, com a personagem Nora Grey.
Nora, me surpreendeu. Mudou minhas opinião sobre ela, e mostrou que sim ela tem personalidade própria, e não é uma personagem totalmente imatura e insegura. Tudo começa quando em uma aula de biologia — que coincidência, não?— o treinador, resolve mudar a ordem dos assentos, que  antes ela dividia com sua melhor amiga Vee. Nesse contra tempo, ela acaba tendo que sentar junto com Patch. Uma garoto pelo qual desperta desejos nela, e logo ela se apaixonaria.
Uma detalhe que adorei no livro foi o fato de Becca, não tornou essa paixão em uma “obsessão” como acontece em muitos livros. Cada fato é apresentado durante o decorrer do livro de forma não deixar o leitor sobrecarregado de informações, mas fazendo com que desperte curiosidade.
O livro é super indicado para quem curte um pouco aventura, ficção e claro romance.
- Não vou a nenhum lugar que lembre um motel com você. (…) – Você acha que a combinação de nós dois e um motel sórdido seria perigosa? – Para falar a verdade, acho. (Nora & Patch – pág. 188)
Amo esse livro. O Patch é meu… fim. (Ps da Lety: Conheci ele primeiro, e ele é MEU hahah)
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via We Heart It

Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Tradução: Renata Pettengill

Quando li o livro pela primeira vez, eu estava com um primo com câncer no estágio terminal – mas, graças a Deus, ele ficou bom essa semana! Não vai precisar fazer radioterapia yay! -, e pude perceber que John Green retratou isso da melhor forma. Existiu vezes, é claro, que quase quis matar Hazel por ser tão impulsiva, mas na verdade, Hazel é apenas uma garota de 16 anos que tem um câncer que vai matá-la. E isso não é exatamente a melhor forma de animar uma pessoa, não?

No livro, Hazel Grace é uma garota apaixonada por America’s Next Top Model, Top Chef e livros – alguém mais se identificou? haha -, mas que tem um grande problema na sua vida: um câncer com metástase nos pulmões. Desde o dia que descobriu, praticamente se isolou de tudo e todos, a única que ainda mantêm um pouco de contato é Kaitlyn, sua melhor amiga. Sua vida tem uma reviravolta, quando conhece Augustus Walters, um garoto que há um ano e meio tinha se livrado de um câncer que lhe custou a perna.
O livro tem tudo para ser o mais melancólico e dramático possível, tipo aqueles livros que dão diabetes só por segurar de tanto açúcar e coisas melosas. Mas, John Green nos surpreende outra vez! A história dos dois é narrada de modo tão simples e divertido que te faz querer mais a todo momento. Hazel e Gus se apaixonam aos poucos, apesar da resistência por parte dela, e juntos preenchem os infinitos nas suas páginas em branco.

Uma das coisas mais interessantes no livro é: A preocupação de Green nos detalhes. Me perguntei durante um longo tempo qual era a necessidade de Kaitlyn – melhor amiga de Hazel – estar no livro. Dias atrás, quando resolvi futricar o site do livro, minha pergunta foi respondia. Pelo próprio John Green. Kaitlyn é como uma memória dos dias de Hazel antes do câncer. Hazel, por mais que não possamos descobrir já que a narrativa é dela, é muito bonita e era popular na escola. Além disso, a mudança gradativa de Hazel ir chamando Augustus de Gus durante todo o livro, entre muitos outros. Não quero dar muitos spoilers para quem não leu.

John Green conseguiu fazer uma história de tragédias se tornar uma história envolvente, divertida de ler, mas sem perder a essência. Quem leu, entende o sofrimento de Hazel, Augustus, e de seus pais e familiares. Além do que, vemos a evolução de criança à adulto tanto de Hazel, como de Augustus. Um exemplo é:
“Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros… Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.…”

Enfim “A culpa é das Estrelas” é um ótimo livro para qualquer tipo de idade, nos faz entender melhor nós mesmos. A nota dele? Infinita, por favor.